A REVOLTA DO QUEBRA QUILOS NO SEGUNDO REINADO

FOTO REPRODUÇÃO/GOOGLE

Ao contrário do que muitos dizem sobre a paz que reinou no segundo reinado no país, o artigo a seguir vem mostrando uma das lutas sociais que ocorreram neste período, mostrando o descontentamento da sociedade e o aparecimento dos primeiros movimentos sociais da nossa história. Um movimento que surgiu reivindicando seus direitos e contra o aparecimento das classes dirigentes, que já mostravam seus primeiros resquícios do capitalismo. 

 A revolta do quebra-quilos iniciou-se na Paraíba em 31 de outubro de 1874, mas logo se alastrou por Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1875, as autoridades das províncias conseguiram sufocar o movimento popular. É importante destacar que estes períodos de revoltas ocorreram depois da guerra do Paraguai, que, no final, o país encontrava-se endividado e, como sempre, a população pagava. O custo das mazelas do estado sempre foi pago pelo povo. Isso é um problema histórico e cultural na política do Brasil. A história se repete ao observarmos as reformas de hoje, afetando, principalmente, o trabalhador.

 O fator que levou a revolta do quebra-quilos a se propagar foi justamente um problema recorrente na nossa sociedade brasileira: Uma grande concentração de terra nas mãos de poucos. O problema agrário acontecia no Brasil desde épocas de império. Até hoje, os latifundiários e ruralistas ainda marginalizam as pessoas que não possuem os privilégios da fortuna. A reforma agrária é uma política esquecida pelos que fazem a política no Brasil há séculos: Os grandes latifundiários.

 Essa crise econômica vinha de encontro com as províncias do nordeste, a receita caiu, as despesas aumentaram. As condições de vida do povo nordestino agravaram-se com a crise e o aumento dos impostos, fazendo com que a revolta depredasse repartições públicas, que se tornaram alvos dos protestos e ataques da revolta do quebra-quilos. É notável o esquecimento do povo nordestino nessa época.

 A fome tributaria do governo dava-se, também, a demanda de tentar cobrir os gastos da guerra do Paraguai. Como podemos ver, a população mais abastarda e trabalhadora sempre pagava os custos de um estado que ficava nas mãos dos mais privilegiados. Em 1889, veio a república para colocar outra classe no poder com novos benefícios, usurpando os direitos do povo e da sociedade brasileira.

10 comentários:

  1. Como sempre o povo sempre acaba pagando, né? Parece que não importa quantos anos passem, sempre é a mesma história, infelizmente.
    Várias coisas que você citou como os motivos para a revolta ter acontecido, me fez lembrar de vários problemas que ainda existem no Brasil. às vezes, parece que não evoluímos nada...

    Grande beijo,
    Letícia Franca | Além de 50 Tons
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  2. A história do Brasil é um looping infindável. Os ricos governam, gastam muito e o pobre paga a conta. Atualmente quem mais sofre deste problema, a meu ver, é a classe média que paga por benefícios aos abastados e ainda patrocina as políticas sociais.

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  3. E assim a gente comprova que os problemas sociais como a desigualdade na distribuição de renda e de terras, no Brasil, já vem se arrastando há muuuitooo tempo.
    Parabéns pelo post. Muito instrutivo.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. O tempo passa e a história se repete: o povo segue sendo explorado e paga pelos mandos e desmandos dos ditos poderosos. Assim caminha a humanidade.

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  6. Pena que a situação não mudou muito desde aquela época, né? Não conhecia sobre essa revolta, achei interessante aprender.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  7. Olá, tudo bem?

    A história do Brasil é tão grande e cheia de acontecimentos, que quando paramos para estudá-la, percebemos de fato toda a sua grandeza. Não conhecia muito sobre a revolta quebra-quilos, então adorei esse post, pois é uma forma de aprendizado. Até hoje o problema de uma grande quantidade de terra nas mãos de poucos continua nos assolando e proporcionando essas diferenças exorbitantes em nossa sociedade, infelizmente.

    Beijos!

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  8. Olá! Eu adoro história, tendo um carinho especial pela do Brasil. Mas, sinto que vivemos num eterno repeat. Como você mesmo citou, é o trabalhador que sempre pago caro pelas coisas que acontecem por aqui. Queria que pudéssemos aprender, mas bem disse Cazuza "eu vejo o futuro repetir o passado". Beijos
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  9. Olá, tudo bem?

    Eu gosto de história, mas confesso que esse movimento/revolta em especial eu não conhecia, vou pesquisar mais sobre o assunto!
    Abraço!

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  10. Impressionante como o tempo passa e se você parar para ler mais sobre a nossa histórias verá que ainda há muitas marcas do passado no presente né? Como sempre o povo é que paga, ainda como sempre a desigualdade não deixa de existir.

    Di, Blog Vida & Letras
    www.vidaeletras.com.br

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