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EDITORA ABRIL ANUNCIA FECHAMENTO DE DEZ REVISTAS

De acordo com a editora o fechamento beneficiara a “saúde operacional” do grupo Abril

FOTO/ REPRODUÇÃO INSTAGRAM 

A editora Abril, após uma mudança no grupo da diretoria, anunciou na segunda-feira (06 de agosto de 2018) o fechamento de dez periódicos mensais físicos e com sites. A mudança se deu após o grupo Alvarez & Marsal ter assumido o comando da companhia de mídia, o comunicado da reestruturação veio duas semanas depois, quando Marcos Haaland – executivo próprio da Alvarez & Marsal – assumiu a presidência. No comunicado em que se anunciou a reestruturação o grupo não falou sobre o total de demitidos. No entanto, segundo informações do site Estadão cerca de 800 funcionários foram cortados da companhia Abril.

Dentre as revistas que ficaram, 15 permanecem com suas publicações, bem como sites, em ativa: Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claúdia, Saúde, Superinteressante, Viagem e Turismo, Você S/A, Você RH, Guia do Estudante, Capricho, M de Mulher, Vip e Placar.

Dentre os títulos anunciados que serão retirados de circulação estão parte do portfólio de revistas femininas e de arquiteturas, a exemplo da revista Elle e Cosmopolitan, e dedicada ao setor de decoração, como Casa Claúdia, Arquitetura e Minha Casa. A Boa Forma também deixará de circular.
FOTO/ REPRODUÇÃO COMUNICADOS DAS REVISTAS NA REDE INSTAGRAM

A DIVIDA CHEGA A 1,3 BILHÕES DE REAIS

De acordo com o grupo, as séries de revistas que sairão de circulação são a garantia da “saúde operacional” da empresa. Em um comunicado enviado aos funcionários pela direção do grupo diz que a revisão do portfólio tornou-se “obrigatório, dentro das circunstâncias impostas por uma economia e um mercado substancialmente menores do que os que trouxeram a Abril até aqui.

Em junho, o grupo já havia informado que deixaria de publicar os quadrinhos da Disney, que há 68 anos estavam com a editora. De acordo com os números publicados pelo O Globo, o grupo Abril havia registrado um prejuízo, no ano passado, após um balanço feito pela companhia, de R$331,6 milhões, uma perda 140% maior do que a apurada em 2016.

A Abril passou a renegociar prazos de pagamentos com seus fornecedores. No fim de 2017, a empresa somava dívidas de R$177,7 milhões com fornecedores nacionais e R$26,8 milhões com estrangeiros. Somadas a outras contas, como aluguéis a pagar, o total de débitos chegava a R$415,6 milhões.

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