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AS MINORIAS AINDA SÃO MUITO MAL REPRESENTADAS EM HOLLYWOOD

FOTO/REPRODUÇÃO GOOGLE

Hollywood pode adorar falar sobre o poder da diversidade, mas é apenas conversa fiada. O aumento na atenção dada a movimentos como Times Up, #MeToo e supostas inclusões das minorias causam a impressão de estamos aparecendo mais, mas os números contam uma história muito diferente.

O site Deadline postou recentemente sobre um novo estudo da professora Stacy L. Smith e da Annenberg Inclusion Initiative na Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo da USC e descobriu que “o progresso na direção da inclusão ainda falta ser visto em filmes populares em relação às mulheres, grupos étnicos/raciais sub-representados, a comunidade LGBT e pessoas com deficiência”.

O estudo mais recente de Smith e da Iniciativa de Inclusão examinou mais de 48.000 personagens dos 1.100 "melhores filmes" de 2007 a 2017 (pelas métricas de Smith, os 100 melhores filmes nas bilheterias domésticas para cada ano civil). O estudo observa que “personagens femininas com falas preencheram apenas 30,6% de todas as funções ao longo do período de 11 anos, enquanto menos de 1% de todos os personagens eram da comunidade LGBT”.

Smith diz que “Hollywood ainda precisa deixar de apenas falar sobre inclusão para realmente aumentar significativamente a representação na tela para mulheres, pessoas de cor, a comunidade LGBT ou pessoas com deficiências.”

Também foi usado o que eles chamam de uma “análise de invisibilidade” para ver quais filmes estão “perdendo” personagens femininas de vários grupos, inclusive mulheres afro-americanas ou latinas, ou mulheres transexuais. Como observa o Deadline, “em 400 filmes de 2014 a 2017, apenas um personagem transgênero apareceu na tela”.

Mais análises incluem os seguintes - e pessimistas - dados:

  • De 1.223 diretores em 11 anos, apenas 4,3% eram mulheres, 5,2% eram negros ou afro-americanos e 3,1% eram asiáticos ou asiático-americanos”.
  • Apenas quatro mulheres negras/afro-americanas, três mulheres asiáticas e uma latina dirigiram um filme sobre os 1.100 examinados.
  • 33 dos 100 melhores filmes de 2017 tiveram uma mulher em um papel de liderança ou co-líder. Somente quatro dessas mulheres eram de um grupo racial/étnico sub-representado.

Como podemos observar, Hollywood ainda dá passos muito pequenos para a igualdade nas telas onde grupos privilegiados continuam privilegiados e as minorias continuam praticamente invisíveis. Com as conversas sobre representatividade continuando em tópico, talvez os números melhorem. Mas é mais seguro dizer que, se isso acontecer, pode demorar.

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