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CÉREBRO EM MICROCHIP

FOTO/ REPRODUÇÃO GOOGLE
Indubitavelmente, a automatização de tarefas cotidianas facilita muito a nossa vida. Entretanto, até que ponto a automatização nos é benéfica?

No transcurso da História humana, o homem tem utilizado mais o cérebro do que os músculos para sobreviver. Contudo, o uso cada vez maior do cérebro ativou a criatividade na espécie humana. Essa criatividade, resultado do ininterrupto aumento do uso da massa encefálica, a provocar o consequente aumento da capacidade cerebral, fez nossos ancestrais registrarem fatos cotidianos na forma de desenhos em rochas: A arte rupestre. Obviamente, a criatividade fez o ser humano inventar. Assim sendo, para suprir a necessidade de registrar informações de modo mais eficiente do que os desenhos, o homem inventou a escrita há 8000 anos: A escrita cuneiforme, invenção suméria.

O advento da escrita foi a mola propulsora para tudo que temos atualmente. A escrita fez o homem passar informação de geração a geração. Portanto, a escrita nos auxiliou imprescindivelmente a inventarmos o carro, o avião, a calculadora, o telefone, o computador, os remédios, a bomba atômica, etc. Contudo, à maneira que as invenções se tornaram cada vez mais tecnológicas mais deixamos de usar a memória.

Para quê memorizar, se posso guardar informações em um aparelho de bolso, que posso acessar em qualquer lugar deste planeta? E, assim, desta forma, o ser humano transfere o uso de sua memória para a máquina. É, portanto, diretamente proporcional a dependência do homem ao desenvolvimento tecnológico, ou seja, o ser humano está cada vez mais dependente da tecnologia. Por enquanto, é uma dependência benéfica, mas nociva em longo prazo.

Muitos jovens concluem o ensino médio sem saber a tabuada de cabeça, sem saber pontuar, sem saber escrever corretamente. Isto é consequência do uso intenso da megatecnologia. Muitas escolas estão substituindo os cadernos por tablets. Aos poucos, estamos deixando a máquina memorizar e raciocinar por nós. Assim sendo, a posteridade poderá ser formada, em sua maioria, de indivíduos de parca memória e apático raciocínio, completamente dependente da tecnologia, estafermos, similar ao filme de animação “WALL-E”, de 2008, no qual um robô-lixeiro, denominado WALL-E, que vive no planeta Terra sobrepujado pela poluição, com a ajuda de outro robô, EVA, liberta da absoluta dependência de computadores e robôs os últimos seres humanos vivos existentes em uma nave espacial, retornando-os à Terra, que já se encontra em início de restauração gradual por si própria devido ao longo período sem a interferência humana. Outros possíveis futuros sob o domínio das máquinas são os dos filmes de ficção “O Exterminador do Futuro” e “Matrix”, que dispensam maiores comentários por serem popularmente conhecidos. “O Exterminador do Futuro” e “Matrix” são filmes que desenham um cenário futurístico demasiadamente funesto, mas que servem para nos colocar em alerta.

Cientistas do Instituto de Pesquisas sobre Primatas da Universidade de Kyoto, no Japão, provaram que chimpanzés têm memória melhor que a de humanos. Isto é devido ao já explicitado acima. Os chimpanzés não fazem uso da megatecnologia, ou seja, não são dependentes de máquinas. Eles usam seus cérebros o tempo todo. Esta descoberta nos serve de alerta real. Não é filme de ficção.

O simples ato de dirigir um carro nos faz usar várias regiões do cérebro simultaneamente, nos forçando a raciocinar mais rápido. No entanto, a indústria automobilística já está disponibilizando automóvel com piloto automático (ainda rudimentar, se comparado aos dos aviões) e manobra automatizada de estacionamento. Tais tarefas automatizadas em automóveis substituem o raciocínio humano. Realmente, é demasiadamente cômodo, prático e seguro o piloto e o estacionamento automáticos, mas o cérebro deixa de usar simultaneamente áreas importantíssimas para o raciocínio e a memória.

Não é necessário regredirmos ou nos abstermos de utilizar tecnologias facilitadoras de nossas tarefas diárias. Basta necessariamente não renunciarmos ao nosso raciocínio e ao uso da memória em prol das facilidades que a tecnologia nos pode dar.

É preciso usar o caderno, o lápis e a caneta em vez do tablet nas salas de aula do ensino básico, fundamental e médio. Os estudantes dessas fases do ensino devem escrever mais com seus próprios punhos, fazer muito ditado no ensino fundamental, fazer muita redação no ensino médio, resolver problemas de matemática sem o auxílio de quaisquer espécies de tecnologias, usar o cérebro para fazer cálculos básicos, memorizar fórmulas, poemas, ler e entender o que se lê, fazer resenhas críticas de próprio punho, etc. Isto pode soar como um retrocesso, mas não é, porque faz o jovem usar mais certas regiões do cérebro que pouco utiliza, livrando-o da idiotia. Mesmo que muito do que se aprendeu no ensino fundamental e médio, como, por exemplo, fórmulas e a tabela periódica, caiam no esquecimento no ensino superior, pelo menos, o jovem não será um adulto néscio, e ainda poderá se beneficiar da megatecnologia sem se tornar dependente.

  • Nota de indignação ao incêndio do Museu Nacional no Rio: O dinheiro necessário para ter salvado o Museu Nacional foi roubado pelos corruptos, foi para o bolso dos já conhecidíssimos famigerados canalhas de nossa realidade política. Com políticos corruptíssimos e completamente alheios à cultura e à História, só podia dar nisso: Descaso total e destruição real de nosso patrimônio cultural e histórico. Com os corruptos que temos, pra que terroristas?

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