#CRÔNICA DA SEMANA: 1° DE JANEIRO DE 1991, O 7° SETEMBRO DO POVO BRASILIENSE

FOTO/REPRODUÇÃO GOOGLE
“Vejo-os nesta Câmara Legislativa como portadores do poder popular. Fomos, os senhores e eu, os primeiros a receber os deveres de legislar e governar o Distrito Federal diretamente de seus habitantes. Antes, os que o governávamos, ainda que nos dedicássemos inteiramente ao povo, devíamos nosso mandato ao presidente da República e ao Senado Federal. A partir de hoje, as coisas mudam. Temos que prestar contas, antes de tudo, aos que nos escolheram, que ouviram nosso programa, que vieram conversar conosco durante a campanha e nos elegeram em outubro. Não vejo nem desejo encontrar impedimentos à direita ou à esquerda na execução dos programas de governo, que só contemplam, à sua frente, as necessidades mais prementes do povo. Nosso governo respeitará a independência e a competência exclusiva do Poder Legislativo, especialmente no que diz respeito à futura Lei Orgânica do Distrito Federal. E exatamente porque entendemos a importância decisiva dessa tarefa para o futuro da Capital da República, estamos determinados a que todo governo que agora se empossa se abra, sem restrições, à colaboração da Câmara Legislativa nesse trabalho”. Discurso proferido pelo primeiro governador de Brasília eleito pelo voto popular, Joaquim Domingos Roriz. Dava-se início ao projeto político da capital do país, dava-se início à independência da nossa cidade! 

 Uma luta nacional de séculos, à qual teve início com um documento do deputado José Bonifácio de Andrada e Silva. Documento que reivindicava a construção de uma nova capital no centro do país. Foi quando Juscelino Kubitschek iniciou o que havia prometido: Deu início à capital do Brasil, localizada no planalto central. Brasília foi construída nas mãos dos candangos que vieram de todos os cantos do país, todavia, a luta política do povo brasiliense havia entrado em uma longa jornada: Lutas contra a ditadura, regimes políticos contrários à nova política da capital do país. Foi uma luta ganha, porém, cada batalha foi conquistada aos poucos. Em 1986, ganhamos o direito de eleger nossos congressistas, mas ainda tivemos que enfrentar 4 anos para que, enfim, pudéssemos eleger nosso primeiro governador (Joaquim Roriz). Nosso grito de liberdade foi proferido na seguinte frase do governador eleito pelo povo: “A partir de hoje, as coisas mudam. Temos que prestar contas, antes de tudo, aos que nos escolheram, que ouviram nosso programa, que vieram conversar conosco durante a campanha e nos elegeram em outubro.”

 A luta não acabou, mas acabou o projeto de infraestrutura que foi iniciado no primeiro governo de Brasília. As obras sociais ficaram jogadas para o canto... Samambaia, uma cidade satélite construída para ser inserida na qualidade de vida de todo o território brasiliense, hoje está passando por dificuldades de infraestruturas e sociais. Não somente Samambaia, mas todas as cidades satélites de Brasília caíram no esquecimento dos governadores! A luta continua... O mesmo governador que deu início a esta crônica, idealizou o parque Tecnológico Capital Digital. Queria fazer a capital em polo tecnológico, o projeto nunca saiu do papel dos governadores que sucederam o idealista governador Roriz! Idealismo, Brasília foi construída por idealistas. Dom Bosco era idealista. Precisamos de políticos idealistas para tirar nossa cidade dessa crise. A luta continua...

7 comentários:

  1. Realmente o atual governo de Brasília é de se lamentar.
    Bom restante de semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. É cada dia mais difícil acreditar na política e ver o caminho que está tomando. Parece um grande passo para o passo, enquanto alguns países aceitam novas ideias o Brasil parece retroceder.

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  3. É muito triste ver nosso pais retrocedendo. A luta não pode parar. Nunca!

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  4. Cara, eu já nem falo mais sobre política, eu fico absorvendo todo esse conhecimento, lendo artigos e opiniões, mas me sinto impotente diante da nossa situação.

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  5. Olá,

    É triste ver como muitos projetos simplesmente não vão para a frente no nosso país e como as coisas se estagnaram. Brasília começou de um projeto audacioso e ver que muitas coisas ainda não foram finalizados é triste. Mais uma vez adorei sua crônica, muito clara e objetiva. E essa luta jamais irá cessar!

    Beijos!

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  6. Sincerament, eu to pavor do momento que estamos vivendo. Fico imaginando como está Juscelino vendo tudo o que estão fazendo com o lugar que ele criou. Ver o que estamos correndo o risco de nos tornar (mais uma vez). Precisamos usar nossas vozes e não deixar a luta cessar. E assim estou fazendo. Ótimo texto. Beijos
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  7. O tempo atual tem sido de desesperança. Procurar políticos idealistas me parece, a cada dia, procurar uma pedra preciosa e difícil de achar...
    Ah! Não sabia que Joaquim Roriz havia sido o primeiro governador eleito do DF. Isso explica o destaque que ele sempre teve na política daí... Achava que antes do Golpe de 64 há teria havido algum. E que pena que, para além da "liberdade", a construção de um local com maior cuidado com as zonas "periféricas" seja algo distante aí. Como é em todo nosso país...
    Ensaio Aberto | Teofilo Tostes

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