A FANTASIA DO 'NOSSO' NOVO GOVERNO

Arnd Wiegmann/Reuters
Durante as eleições, vi muito alvoroço sendo criado por ambos lados, tanto pela esquerda, e tudo isso gerou um ódio às minorias principalmente incentivada pela extrema direita, que sempre se fez oposição a existência da diversidade, e principalmente por pessoas carregadas de ódio e rancor que enxergaram em Bolsonaro à oportunidade de menosprezar e cometer ataques (virtuais ou não) contra todos aqueles que foram contra ao seu discurso fútil, superficial e baseado em mentiras e lorotas da sua cabeça. Hoje temos LGBT's fora das diretrizes dos Direitos Humanos, ministra baseando a sua gestão nos aprendizados evangélicos (carregados de preconceitos e exclusão ao que a igreja sempre julgou ser imoral) e um presidente despreparado em todos os assuntos e ângulos para lidar com suas obrigações básicas - quem diria que a mídia seria temida por um líder de estado, como Bolsonaro corre da mesma.

Começa desde os seus discursos polêmicos enquanto deputado (para se promover e ganhar a notoriedade que precisava para manter-se em função durante seus 28 anos de vida política). Passa pelo seu protagonismo dentro das fakenews para poder ter a sua bolha alienada o suficiente para servir de massa de manobra. E chega ao vexame, também protagonizado pelo mesmo, ao discursar apenas 6 minutos de asneiras e mentiras dentro do Fórum de Economia Mundial, em Davos. Se tornou notícia internacional, e novamente, Damares dá origem a algo polêmico para levar as atenções. E como previsto, se tornou chacota internacional.

Agora, Jean Wyllys está exilado fora do país pois foi ameaçado de morte, e como sempre foi uma forte oposição dentro do congresso, acaba sendo uma enorme pedra no sapato de Bolsonaro e seus inúmeros companheiros que querem fazer do Brasil o concreto das suas imaginações fervorosas de crianças mimadas, que desejam fazer de todos ao seu redor servos das suas ideias mirabolantes e altamente ridículas. Somente para agradar o próprio ego. A saída de Wyllys do país só mostra o quão a nossa sociedade está cega e alienada, iludida com os feitos que não são passos positivos para o futuro do Brasil e a sua melhora. Além do quanto a nossa democracia está enfraquecida, e a justiça cega entregue aos cupins.

A discussão não é entre direita e esquerda, mas entre civilização e barbárie. Com o exílio de Jean Wyllys por medo de morrer, a barbárie marca mais um ponto. - Leonardo Sakamoto

Repercussão internacional

Além de todas as maiores e menores mídias nacionais, a decisão de Wyllys já chegou aos jornais internacionais, como The Guardian, New York Times e Reuters que falaram do acontecido, além de mencionar o nosso então presidente com a sua possível felicidade pelo 'desamparo' e medo do ex-deputado. Que agora, terá sua cadeira ocupada por David Miranda, também outra forte oposição de Bolsonaro. David é casado com um dos melhores jornalistas que admiro, Glenn Greenwald, editor do The Intercept que faz uma investigação profunda para descobrir toda a relação de Queiroz e a sua fortuna repentina [1], e a relação do presidente honesto com milícias [2].

Muitas coisas aconteceram hoje que estão nos deixando estarrecidos e confusos com tanta informação. A política brasileira está bagunçada e de pernas para o ar, estamos sendo alvo de interesses pessoais e um desejo supremacista de extinguir tudo aquilo que foi construído com muita dor, suor e sangue. Agora, o Brasil está tendo o presidente perfeito para se autodestruir. Parece que a resistência terá que ser mais efetiva.

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