O NOVO ACORDO DE EXTRADIÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA

FOTO/ REPRODUÇÃO MAXI ROSSI (REUTERS)
Nesta Quarta-feira, o ministro e político Sérgio Moro disse que faria uma revisão no acordo de extradição entre Brasil e Argentina, para evitar casos como o que aconteceu com o italiano Cesare Battisti. Esta revisão de acordo vem sendo colocada em pauta na reunião do atual governo, aproveitando a visita do presidente Argentino ao Brasil, Mauricio Macri.

No fim do ano de 2018, Michel Temer assinou a extradição de Battisti, condenado por 4 assassinatos na Itália. Entretanto, o italiano foi preso no último sábado pela Interpol em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). O governo chegou a fazer declarações dizendo que ele passaria no Brasil (algo que muitos não entenderam, inclusive eu) antes de seguir para a Itália, no entanto, ele seguiu diretamente para a Itália, algo coerente e seguido pelos agentes da Interpol.

O acordo deverá ser assinado hoje pelos dois presidentes. Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo do acordo é “extraditar as pessoas que estão no território de uma das partes e que tenham sido acusadas, processadas ou condenadas pelas autoridades da parte requerente, em razão do cometimento de um delito que dá causa à extradição”.

Fica claro que este acordo é algo elaborado para compensar a falta de organização que tiveram em algo que foi prometido em campanha: a prisão de Cesare Battisti. Seria algo que geraria vários twites e levaria à fama do governo as alturas, seria um belo merchandising para atrair a direita europeia, todavia, como ironia ou não, quem ganhou fama e aplauso na direita europeia foi o primeiro presidente indígena da Bolívia, Evo Morales.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.