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LENDAS DE CARNAVAL

FOTO/ REPRODUÇÃO GOOGLE
Historiadores dizem que o Carnaval tem origem nas Antigas Grécia e Roma numa época onde existia um evento chamado Saturnália, onde pessoas dançavam fantasiadas, nas ruas, em homenagem à Saturno. Depois a festa invadiu a Europa inteira e estas festas passaram a se chamar Entrudos, onde além de desfiles com fantasias, as pessoas jogavam alimentos e até excrementos umas nas outras. Com a vinda do Cristianismo, este evento passou a se chamar Carnaval, que significa adeus à carne, porque é um período antes da Quaresma. Dizem que neste período se abre um portal onde demônios tomam a forma de seres humanos e saem aprontando travessuras por aí como provocar a  gravidez indesejada nas criaturas.

Meu nome é Luciana do Rocio Mallon e sou pesquisadora de lendas. Pesquiso diversos causos interessantes e abaixo mostrarei uma coletânea de lendas sobre o Carnaval, que pesquisei e divulguei durante muito tempo:

1 – Lenda da Cantora Que Morreu no Carnaval Cantando a Música Chamada Quero Morrer no Carnaval

Dizem que no final dos anos 90, existia uma cantora chamada Cíntia, vocalista da banda Doce Desejo que amava o Carnaval. Ela vivia dizendo, “Se fosse para escolher uma data para morrer seria no Carnaval”.
Numa terça-feira de Carnaval, em cima de um trio-elétrico, ela cantava uma música cujo o refrão era “Quero Morrer no Carnaval!
Quando, de repente, o caminhão do trio enroscou num fio de luz. Assim a cantora caiu e faleceu na mesma hora.
Dizem que a o fantasma da artista aparece nos trios elétricos na época carnavalesca.

2 - Lenda de Clóvis, o Bate-Bola 

Este causo foi relatado pela professora de História, Cristina Pereira, e ela autorizou-me a conta-lo na Internet. 

Na Itália do século dezessete, numa cidade chamada Veneza, existia um Carnaval onde as pessoas saíam com máscaras brancas e graciosas pelas ruas acompanhadas com suas fantasias. Naquela época só eram permitidas máscaras claras, porque as escuras eram consideradas como disfarces do demônio. 
Numa destas festas de Veneza, três adolescentes amigos resolveram sair mascarados: Luigi, Giovani e Pedro. Eles estavam tão empolgados com a festa que beberam demais e acabaram saindo da cidade em direção a caminho repleto de sítios e fazendas. No meio daquela estrada, Giovani avistou algo estranho num chiqueiro de porcos e disse “Olhem, lá! Parece que existe um velhinho caído no meio dos porcos!”.
Os rapazes aproximaram-se do lugar e viram um idoso fantasiado de palhaço, sem máscara e sem maquiagem, caído no local. Então Luigi falou “Este ancião está tão bêbado que perdeu a máscara e enfiou-se no chiqueiro! Vamos dar um susto nele?!”.
Assim os jovens sufocaram o pobre velhinho contra a lama. De repente, Pedro exclamou “É melhor pararmos com isto! Pois acho que este homem morreu porque o pulso dele não dá mais sinal! Vamos embora daqui!”. 
Após estas palavras os adolescentes saíram correndo e voltaram ao Carnaval de rua. No meio da festa Luigi comentou, para os amigos, apontando para uma pessoa “Olhem aquele homem perto do carro alegórico cor-de-rosa! Ele parece com o idoso que estava caído no chiqueiro. Só que agora ele veste uma máscara vermelha de diabo e carrega nas mãos uma bola feita de bexiga de porco”.
Desta maneira o sujeito misterioso aproximou-se dos garotos e disse “I am clown ... I am a Hell’s clown!
Giovani pediu ao colega “Paulo, você que é inteligente, por favor traduza o que este homem está falando!
O companheiro respondeu “Eu creio que ele falou em Língua Inglesa. Mas, o problema é que não sei nenhuma palavra em Inglês. Acho que este ser falou que o nome dele é Clóvis!
No momento em que o palhaço misterioso jogou sua bexiga suína em direção a estes rapazes, surgiu uma nuvem de fumaça branca e eles desapareceram. A multidão pensando que a mágica fazia parte do espetáculo aplaudiu o número. 
A partir daquele dia, este ser misterioso, com sua máscara demoníaca acompanhada da sua bola de porco, passou a aparecer nas festas de rua do Carnaval de Veneza. Pouco a pouco as pessoas começaram a admirar o seu traje e por isto algumas passaram a se vestir igual a esta criatura nos bailes carnavalescos. Assim esta fantasia passou a ser chamada de Clóvis, pois foi derivada da palavra clown, que significa palhaço em Inglês. 
A tradição carnavalesca deste traje foi trazida, no século dezenove, pelos europeus ao Rio de Janeiro e dura até hoje. 

3 – Lenda das Ciganas do Carnaval


A Cigana do Carnaval tem várias lendas urbanas, leremos algumas delas abaixo: 

Maribel Medieval: 

Na Idade Média, Maribel era uma adolescente cigana que foi criada com mimos e muita proteção pela sua mãe, Sílvia, que não deixava a sua filha se aproximar de homem nenhum. Pois esta mulher teve uma irmã, Perla, que foi expulsa do acampamento por ter sido seduzida por um gadjo, um não cigano, e acabou engravidando. O maior medo de Sílvia era de que algum homem seduzisse Maribel, por conseqüência ela proibia a sua filha de sair, do barraco, a noite e de ir às vilas sozinha. 
Um certo dia, a caravana chegou à Veneza, bem na época do Carnaval, e montou acampamento lá. Maribel escutava o tempo inteiro as ciganas falando sobre o evento do Carnaval de Veneza. Porém, barô, o chefe dos ciganos aconselhou “Nenhuma cigana daqui poderá ir ao Carnaval! Pois, esta é a famosa festa do pecado, onde os homens tentam se aproveitar das mulheres”.
Estas afirmações do barô deixaram Maribel mais curiosa ainda para entrar no meio desta comemoração proibida. Então, ela pensou “Eu poderia fugir do acampamento, de madrugada, com minha roupa cigana de festa. Afinal, dizem que no Carnaval, várias mulheres se vestem de cigana” 
Assim, a adolescente colocou uma espécie de sonífero nas bebidas da sua mãe e dos seguranças do acampamento. Á noite, quando todos estavam dormindo, esta menina colocou seu vestido mais lindo e saiu às escondidas para o Carnaval. 
Quando ela chegou ao centro de Veneza, viu que várias pessoas estavam dançando, nas ruas, fantasiadas. De repente, três rapazes vestidos de palhaço viram Maribel e um deles falou “Olhem, aquela é uma cigana de verdade
O outro moço disse “Como tem certeza, Luigi? Afinal, no Carnaval, várias mulheres se vestem de cigana!
O rapaz explicou “Tenho certeza porque vi uma caravana de ciganos acampando na floresta e esta menina estava lá
O amigo dele comentou ‘”Dizem que as ciganas são verdadeiros vulcões na cama.Tenho uma ideia. Podemos arrastá-la para o castelo abandonado e assim poderemos fazer nossa festinha particular
Deste jeito, os três rapazes aproximaram-se de Maribel e se ofereceram para mostrar um castelo abandonado para a pequena. Esta garota, muito inocente, aceitou a proposta. Porém, chegando ao local, os três homens tentaram agarrar a cigana, que no meio do desespero desmaiou. Luigi, pensando que a garota tivesse morta, jogou a pobre da torre do castelo e ela faleceu. 
Porém, quando sua alma chegou ao paraíso, dos ciganos do astral, um anjo disse-lhe “Você errou por ingenuidade, por isto tem o perdão dos céus. Mas, seu espírito terá uma missão muito importante para seguir. Salvar toda a garota inocente, vestida de cigana, que cair nas lábias de algum malandro no Carnaval. Por isto, sua alma deverá espantar, qualquer cafajeste, que tentar se aproveitar de uma dama na época carnavalesca. Se por acaso, a donzela estiver fantasiada de cigana, ela receberá o poder, da sua proteção, três vezes maior
Desta maneira, Maribel aceitou sua nova missão e ficou vigilante em todos os carnavais. 

FOTO/ REPRODUÇÃO OLINDA
Ana Clara e Maribel: 

Nos anos 70, no Brasil, havia um pedófilo perigoso que só seduzia as crianças no Carnaval através de fantasias de: Coelho da Páscoa e Papai Noel. Perto da casa deste monstro, morava uma menina chamada Ana Clara, que estava se preparando para o novo Carnaval de rua que aconteceria no seu bairro. Para isto, ela ganhou uma linda fantasia de cigana. 
Quando chegou o esperado dia, a garota colocou sua fantasia e foi dançar no bloco. De repente, surgiu alguém fantasiado de Coelho da Páscoa que, através de promessas de chocolate, levou Ana Clara até uma casa velha e abandonada. 
Quando a pequena chegou lá, o homem tirou a fantasia e tentou agarrar a pobre. Porém, de repente, apareceu o espírito de uma cigana, que jogou raios no corpo do tarado. Então, este espírito disse para Ana Clara “Sou Maribel, protejo as meninas vestidas de cigana, contra malandros do Carnaval!
Assim, o maníaco olhou para a alma da cigana e num susto disse “Eu me lembro de você! As imagens estão todas aparecendo na minha cabeça! Tenho a impressão que na outra reencarnação, meu nome era Luigi e tentei matá-la jogando seu corpo da janela de um castelo abandonado
De repente, o cafajeste teve um ataque do coração e morreu ali mesmo. 
Reza a lenda que a cigana do Carnaval protege as mulheres, que se vestem de ciganas, na época carnavalesca. Por isto, é sempre bom fazer uma oração para Maribel, antes de cair na folia. 

4 - Lenda do Fantasma da Menina do Carnaval de Veneza 

Reza a lenda que, no século dezoito, havia um Carnaval muito bonito em Veneza que virava a madrugada. Nesta cidade existia uma menina chamada Giovana. Sempre quando chegava esta festa, seus pais exclamavam “Carnaval não é festa de criança! Portanto, nem saia de casa!
Quando Giovana tinha cinco anos, o Carnaval chegou novamente. Então a garota esperou seus pais dormirem e foi ver o desfile às escondidas. Mas cinco homens mascarados perseguiram a garota, cometeram abusos, mataram a pobre e colocaram seu corpo num vagão de trem. 
Porém, chegando ao céu, São Pedro disse “Como você desobedeceu aos seus pais, não poderá entrar no Paraíso. Por isto ficará no limbo. Mas todo o carnaval seu espírito voltará à Terra para proteger mulheres e crianças de maníacos iguais aos que atacaram a sua pessoa
Assim o fantasma de Giovana passou a assustar abusadores e a proteger moças e meninas no Carnaval. 
Reza a lenda que nos anos 80 a cantora alemã, Sandra Mendes, foi passar o Carnaval em Veneza. Mas antes visitou o cemitério onde viu a foto de uma menina, que foi morta no Carnaval, e que diziam ser santa popular. Quando ela assistiu à festa carnavalesca de madrugada via a mesma garota atrás dela o tempo todo. Dizem que esta criança era Giovana. Impressionada, com tudo o que aconteceu, Sandra compôs a música chamada Little Girl em homenagem à garota. 
Claudia, uma ex-professora minha, disse que nos anos 50 frequentava bailes de Carnaval até a madrugada. Numa noite, ela voltou sozinha para casa e notou que tinha um homem seguindo a sua pessoa. De repente, apareceu uma menina, de uns cinco anos de idade, que mordeu e chutou o homem do nada. Esta senhora falou que talvez seja o fantasma de Giovana que tenha tomado esta atitude. 

Abaixo o link com a música e o clipe da cantora Sandra sobre esta história sobrenatural: 

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