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ENTENDA O QUE É PINK MONEY

Foto: Reprodução
É comum vermos, atualmente, muitas pessoas da comunidade lgbt+ acusando de 'PinkMoney' e cobrando os artistas pelos seus posicionamentos coerentes com o que pregam durante seus diversos shows e bandeiras levantadas aqui e ali. Muito se fala sobre ele, e pouco se é detalhado. Mas como carnaval está batendo na porta e nesse período muitos artistas necessitam de criatividade para inovar nos seus looks, dentro do seu bloco ou poder levar uma pauta conceituada paras as ruas, é de necessidade falar sobre o mesmo - tenho uma leve impressão de que será muito falado durante a folia. Vou começar por alguns acontecimentos que levaram a sua popularidade.

Primeiro, podemos falar sobre o clipe do Nego do Borel. 'Me Solta' teve uma grande repercussão pelo cantor ter beijado um homem no começo do clipe e se caracterizar de uma personagem criada pelo mesmo, Nega da Boreli. O vídeo conta com mais de 145 milhões de visualizações e uma diferença próxima de likes e deslikes. Além da representação estereotipada e exagerada que foi apresentada no clipe, Nego deu voz à personagem que diz representar  a comunidade LGBT e defender a mesma, mas os seus comportamentos não são coerentes com o que diz defender - aliás, nunca o vi defendendo nenhuma pauta relacionada a mesma. Em seu última polêmica, Nego do Borel disse a Luisa Marilacc, afirmando que a mesma é um 'homem gato também'. Luisa é uma mulher transsexual.

Outro caso também polêmico, foi ligado à cantora Anitta, que decidiu se calar em período eleitoral, afirmando que não precisaria se posicionar pois não se envolve com políticas sociais. E novamente, o comportamento não é coerente com o que prega. A mesma se diz feminista (e isso já é um movimento político), e sempre levantou a bandeira LGBT, mas como o atual presidente da república foi (e continua sendo) um candidato e uma pessoa repudiada pelas minorias (negros, mulheres, lgbt), o posicionamento destes artistas se tornaram sim importantes. Pois se defendo alguém de uma futura situação que venha ocorrer e a ameaça se mostra presente, não posso pular do barco! Assim como diversas outras cantoras como Jojo Marotinni, Claudia Leite e Ivete Sangalo também fazem parte desse combo.

Já entendemos que falar não é necessário quando pessoas estão sendo mortas em casa e sofrendo por serem quem são.

O poder do pink money

Para tantos artistas estarem correndo e desejando, precisa ser algo grande né? Além de casais homoafetivos receberem até três vezes mais que casais héteros, movimentamos cerca de R$150 milhões de reais por ano no Brasil, o valor também é maior comparado à pessoas heteras. Além do poder de compra, a Parada LGBT+ realizada em São Paulo possui uma visibilidade gigantesca, além de influenciadores ligados à comunidade e que fazem parte da mesma estarem com a atenção voltada para o evento, grandes marcas se disponibilizaram para colocar investimento na festa para podermos lutar pelos nossos direitos e marcar presença. Cerca de 5 milhões de pessoas frequentaram a Av. Paulista em 2017 para comparecer à Parada, a mesma recebe apoio e patrocínio da Uber, Microsoft, SKOL, Burger King e Doritos.

Óbvio que diversos artistas heteros iriam desejar estar à vistas dessas marcas e diversas outras que trabalham indiretamente para que o evento seja prestigiado e aconteça com uma visibilidade maior, até a Google se posiciona por causas em suas mídias sociais. Mas não é porque estamos ligados à entretenimento que qualquer um que cante irá nos fazer dançar. Muitos artistas e cantores receberam boicote no ano passado, e pode ser que as organizações levem a coerência em questão nas próximas paradas.

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