CAMILA DORNAS EM PARAÍSOS SELVAGENS

FOTO/ REPRODUÇÃO JINFORMAL
Sinopse: Os anos 70 para Olivia vão muito além de sexo, drogas e rock n' roll. Filha de um jornalista rebelde em plena ditatura militar, Olivia é uma jovem revolucionária. Como se os soldados nos corredores das universidades e livros proibidos escondidos na estante não fossem o suficiente, seu ex violento volta para a cidade em busca de vingança, fazendo com que fantasmas do passado voltem a assombrá-la. Em meio ao caos que o país está vivendo, e seu próprio caos particular, Olivia vê em um homem misterioso que vive intensamente um porto seguro. Em um período tão conturbado, o que poderia salvá-la se não o amor?
Páginas: 334
Editora: Amazon

Para quem acompanha as resenhas aqui no Jornal Informal já deve ter se deparado com a autora brasiliense, Camila Dornas. Sua peculiariedade está em atravessar as décadas, séculos e épocas distantes atrás de escrever romances com mulheres fortes e independentes. E em Paraísos Selvagens, penúltimo romance lançado no ano de 2018, não foi diferente.

Todo o universo é energia, Olivia. E nós somos feitos desta energia, portanto, somos parte de um todo. Cada começo é um fim e cada fim é só um começo.

Dessa vez nós iremos parar na década de 70 em uma plena Brasília onde um governo ditatorial tomou posse e se arrasta sem pretensões de ter fim. Olivia é a filha única que restou de um casal onde seu pai é um jornalista decadente e a mãe é uma temente a Deus de hábitos severos. Cecília, sua irmã mais nova, faleceu em um trágico acidente deixando a relação da menina com os pais, principalmente com a mãe, em um colapso total.

Há algo em seu rosto quando você lê... Uma paz, sabe? Na maior parte do tempo, você está sempre tentando afastar todo mundo, mas quando está lendo... É mais livre, mais você mesma.

A garota, estudante de medicina em uma UNB cheia de jovens revolucionários, acaba por encontrar com Lucas, um cara misterioso e sexy que faz seu coração saltar do peito toda vez que está perto. Mas, a vida de Olivia é um completo desastre e tudo só piora quando seu ex-namorado, Max, volta a Brasília para acertar as “contas” com a garota.

A dor nos muda, e não podemos fugir dela. Com o tempo, ela se torna uma parte de quem você é, e pode ou sucumbir a ela ou usá-la a seu favor.

Além de Max a menina terá que lidar com a falta de seu pai, da relação com sua mãe e agora com Lucas, com os segredos de sua melhor amiga Nina e com seu melhor amigo, Daniel. Tudo virará uma completa confusão em meio a um país conturbado e assolado pelo medo.

Bom, o livro é um romance, sem mistérios ou segredos, sem seres sobrenaturais. Nós temos uma protagonista forte, de opinião, cheia de personalidade e que está aprendendo com seus erros do passado e tentando, ao máximo, chegar a um futuro. A parte mais emocionante em toda a história é quando Olivia e sua mãe começam a refazer a conexão que as une como mãe e filha. A autora nos fez enxergar a década de 70 e Brasília, em uma plena Ditadura Militar, através dos olhos de Olivia, nos fazendo, assim como a personagem, desejar avidamente o fim do Regime militar.

Sem mais, indico a leitura de Paraísos Selvagens de nossa autora parceira.

Eu acredito que coisas incríveis e totalmente inesperadas podem acontecer. Encontros improváveis, histórias cruzadas, seja por um dia, um ano ou um minuto. E não necessariamente significa que acredito em destino. Não, eu acredito em casualidades. E se você tiver sorte, em algum dia qualquer, imprevisível, a casualidade certa acontece, e muda sua vida para sempre.

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