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TALVEZ AS REDES SOCIAIS NÃO SEJAM SOMENTE PARA ENTRETER

Sabemos que há muito tempo as redes sociais não estão mais sendo usadas para entreter, divertir ou compartilhar fotos de animais fofos e memes que em poucos minutos se tornam viral. Foi criado interesses comerciais, fomentados pelo grande hype que as tendências dos mundos corporativos que envolve o mundo digital, e pelo grande poder de influência que a mídia e possui sobre todos nós, sem exceção alguma. Por um lado ou outro, sempre seremos influenciado de alguma maneira. Mas não podemos esquecer que, redes sociais como o Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, entre outras com grande domínio na internet, são empresas. E empresas precisam movimentar dinheiro, ter fluxo de caixa, e cumprir prazos e contratos.

E como tudo tem uma partida de início. Eu posso arriscar que todo esse mercado de influência digital começou na época dos blogs, onde as pessoas descobriram que poderiam ser lidas por outras pessoas. Os anos foram passando e logo descobriram a capacidade de influenciar e tornar pessoas fissuradas no que anda produzindo, ou no que tem para contar hoje. Desde as experiências que poderia contar, até o look do dia que se fez uma marca em questão de todo influenciador que visionou crescer.

Novamente, falamos sobre empresas que precisam de dinheiro para crescer. Mas ela pode escolher como irá tornar esse fluxo de caixa pendente. Nos últimos anos o Facebook e seu fundador, Mark Zuckerberg, vem enfrentando diversas acusações e processos sobre o vazamento e compartilhamento de dados dos usuários. E cada vez mais vem tendo mais casos relacionados a outros interesses, de empresas com dos mais diversos segmentos. Até mesmo com operadoras de celular.

Mas estamos falando de negócios e empresas

E, como é óbvio, há pessoas por trás de todos os papeis assinados, postagens no feed, e decisões tomadas. Logo a reprodução de preconceitos no meio corporativo se torna cada vez mais presente. Mesmo as redes sociais sendo aberta a todos os públicos, dominar uma grande influência digital trás responsabilidades e poder às mãos de quem administra tudo isso. Mas todo feed é um mundo diferente. Mesmo com algumas semelhanças, nem todo conteúdo que aparece em uma tela, aparecerá em outra. Um desses exemplos é como o algoritmo do Youtube colocou conteúdo da direita brasileira para pessoas que seriam o público-alvo ideal. E sabemos bem como foi lidar com a avalanche de notícias falsas na internet contra figuras públicas e portais de notícias durante as eleições. E novamente, interesses e papeis por trás de tudo isso.

Outra maneira de comercializar a influência digital é a segregação digital. Quando determinados conteúdos são desviados para quem realmente poderia adquirir tal produto ou serviço. O Brasil possui uma desigualdade enorme, principalmente quando se trata de raça. E antes de qualquer coisa, sabemos que todo abismo social brasileiro é baseado na difusão da raça. O algoritmo entende isso. E logo, acharam uma maneira de comercializar esse poder que as redes sociais possuem sobre a sociedade que temos. Há um estudo, compartilhado pelo The Intercept que falou sobre e explicou como o mesmo funciona.

Eu não vejo mais as redes socias como um lugar de entretenimento, compartilhar memes ou postar fotos com amigos. Hoje, esses ambientes se tornaram um centro de publicidade e comercialização das pessoas que estão lá, aproveitando e entretendo o conteúdo que o algoritmo decide que verá. Para fomentar um comportamento social, realizar estudo de marca ou testar o lançamento de uma nova ferramenta ou negócio. E isso faz parte de toda grande empresa. Talvez, você já tenha se tornado um produto e não percebeu!

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