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AMAZÔNIA, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E O SER HUMANO DESTRUINDO TUDO

Ainda posso me lembrar, como se fosse ontem, um senhor me chamando a atenção para o fato de que, talvez, eu não fosse moradora de Brasília. O que me soou bem estranho naquela época. Estávamos eu, minha mãe e irmão em uma festa junina aqui perto de onde moramos, eu encontrava-me em posse de uma lata vazia de refrigerante. Olhava de um lado para o outro, atrás de uma lixeira próxima a qual pudesse fazer uso dela e deixar a lata, até que por fim achei e fui até ela. Dois passos ou três, me lembro que havia um senhor ao lado observando o movimento e após jogar a lata na lixeira estava para ir embora, quando o mesmo me chamou. “Você não é de Brasília, né?”. “Como assim?”, perguntei. “Você não é de Brasília”, respondeu ele. “Sou sim”, rebati rindo daquele diálogo engraçado. “Não é não. Em Brasília ninguém joga o lixo na lixeira”, respondeu e eu sai depois da constatação.

Acredito que a má fama não fique só a cargo de Brasília, afinal, dizem que São Paulo é um nojo de cidade, por conta de tanta poluição e falta de educação dos seus moradores. Acredito que muitos estados não fiquem atrás (Brasil é grande gente!), podemos citar como exemplo também o Rio de Janeiro, após a festa de Ano Novo a praia de Copacabana fica bonita né? Para não dizer o contrário.

Coisas pequenas que nós, seres humanos, deveríamos fazer para preservar as belezas naturais ao nosso redor e não fazemos, certo? “Com toda certeza Karol”, deve ter pensado aí do outro lado. E com isso chegamos ao nosso ponto critico da semana: Amazônia.

A AMAZÔNIA NÃO É O PULMÃO DO MUNDO. E VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUÍ-LA

O mito se espalhou essa semana, mas ele está a deriva pelo senso comum desde 1980. Contudo vale sempre ressaltar que ela não é responsável pelo uso do oxigênio do ser humano, e sim pelo seu próprio oxigênio. O erro está no alto calculo da produção de oxigênio produzido através da fotossíntese das grandes árvores da Amazônia. Porém, as árvores da fase adulta consomem, na sua respiração, praticamente todo esse oxigênio produzido pela floresta. Daí o saldo de produção de oxigênio da floresta é pequeno. O nosso pulmão do mundo encontra-se nos oceanos. As algas marinhas geram 55% de todo o oxigênio que se consome no mundo todo.

Embora ela não seja o pulmão do mundo, a sua destruição vai afetar não só o Brasil (assim entendemos que não temos o direito de destruí-la). Podemos começar pelo desmatamento desenfreado: árvores derrubadas se decompõem, liberando gás carbônico e agravando o problema do aquecimento global. Além disso já se sabe que a Amazônia gera sua própria chuva e influencia o regime pluviométrico de outras regiões. Ou seja, ela lança na atmosfera uma quantidade inimaginável de partículas de origem biológica – de pedacinhos de plantas a fungos e moléculas orgânicas. Levadas, pelo vento essas partículas acabam virando núcleos de condensação de nuvens (em torno dos quais o vapor d’água se transforma em gotículas ou cristais de gelo). Assim, mantém as chuvas abundantes da Amazônia. Quanto mais desmatar, mais esse evento tende a rarear (artigo publicado pela Super Interessante).

Podemos citar também que a floresta em questão possui um ecossistema com a maior diversidade de espécies em um mesmo território. Ou seja, de acordo com os dados de Conservação Internacional, o bioma abriga 10% de todas as espécies conhecidas no mundo. Das espécies de fauna, 20% estão na Amazônia, segundo estudo do WWF. Além de ser rica em espécies endêmicas (únicas na região), como o boto cor de rosa.

SE NÃO CONSEGUIMOS TOMAR CONTA DE UMA FLORESTA COMO A AMZÔNIA OS OCEANOS NÃO IRÃO SOBREVIVER MUITO TEMPO

Sempre vale ressaltar que se não conseguimos cuidar e preservar uma área, consideravelmente pequena, como a Amazônia, ou tantas outras florestas tropicais que temos pelo mundo a fora, os Oceanos não irão sobreviver por muito tempo. E já conseguimos ver nitidamente o que tem acontecido.

RETIRADO DO INSTAGRAM MULHERESCOMBOLSONARO
Vamos começando pelo desastre ambiental em 2015, da Samarco, Mariana em Minas Gerais ficou completamente destruída e inabitável, mas ela não parou e chegou ao mar com risco de ir parar no Oceano. Em uma matéria publicada em 2015 pelo G1 GLOBO, o biólogo André Ruschi afirmou que “a chegada da lama no oceano pode ter um impacto ambiental equivalente à contaminação de uma floresta tropical do tamanho do Pantanal brasileiro. Ele acredita que, se nada for feito, o prejuízo ambiental do 'tsunami marrom' pode demorar 100 anos para ser revertido”. A lama ainda não parou e começou a atingir o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. O fenômeno foi identificado por uma equipe de pesquisa da Uerj (Universidade do estado do Rio de Janeiro), a matéria completa pode ser lida no G1 GLOBO.

Não satisfeitos fomos lá e fizemos do mesmo jeito. Brumadinho despencou e os rejeitos foram parar no Rio São Francisco. Não satisfeitos estamos indo pelo mesmo caminho e acabando com a Amazônia. Não satisfeitos ainda, a poluição humana está invadindo com força os mares e oceanos, podemos lembrar do resgate da tartaruga e a retirada de um canudo de seu nariz, ou então os animais marinhos que acabam morrendo depois de ficarem presos em meio a tanto plástico e etc.

Olha eu gostaria de fingir que me importo viu? Porque aí na verdade eu não iria nem fingir, simplesmente não iria me importar. Mas eu me importo porque eu quero um lugar habitável para meus filhos e netos, e do jeito que vai não vai sobrar nada. A ganância do ser humano nos levará a um ponto tão critico que nem o presidente, sendo ele o Bolsonaro ou não, conseguirá reverter, porque quando a mãe natureza resolver se vingar, ninguém será salvo.

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