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ACHEI NO WATTPAD “ENTRE PALCOS E ARMÁRIOS”

FOTO/ REPRODUÇÃO JINFORMAL

“Meu corpo estava ali, mas minha mente estava longe. Eu estava refletindo sobre o medo e a vergonha que eu iria passar se contasse que era filha de Elizabeth Rivera.”

“Entre Palcos e Armários” entra no gênero Young Adult, com temas como depressão, bullying, suicídio, racismo, assédio sexual, estupro, cyberbullying e automutilação. O livro em questão, como a própria autora coloca, não é indicado para menores de 16 anos – um fato bem interessante que vem se tornando recorrente, a classificação indicatória. “Entre Palcos e Armários é uma obra literária de gênero Young Adult, inspirada em músicas reais o qual escrevi em 2018, após um sonho que tive aos 12 anos de idade”, escreve Quezia Santos em sua conta no instagram.

Elizabeth Rivera era uma bem sucedida jornalista do canal CNN, e por conta de uma depressão, em estágio mais avançado, acabou cometendo suicídio, deixando assim suas duas filhas, Chelsea Rivera e Sidney Rivera, serem levadas para orfanatos e passarem cinco anos separadas. Após cinco anos as irmãs foram adotadas pela irmã da Elizabeth, Claire, a mesma consegue a guarda de ambas as irmãs e passa a ser a tutora legal das duas garotas.

No primeiro dia de aula de Chelsea, em uma típica escola de ensino médio americano, ela conhece Kennon e ambos logo tornam-se bons amigos (talvez, mas só talvez, o garoto tenha entrado na zona da amizade), levado pelo instinto que o une a menina o mesmo propõe que participem do festival da escola. Um festival de talentos, que acontece há muito tempo, é a sensação do momento entre os alunos, há boatos que grandes jovens artistas saíram de lá. E por que não participar? Certo? Talvez ela consiga se reaproximar da sua irmã Sidney, hoje com 10 anos; talvez aquele festival tenha algo a lhe mostrar; talvez a música possa salvar as irmãs Rivera do trauma e dos fantasmas que ainda a atormentam. Quem sabe o que pode acontecer.

“Chelsea, sua irmã só tem dez anos e vai fazer onze em breve. Ela perdeu a mãe e o pai numa só noite e te perdeu durante anos. – retrucou Claire tentando me tranquilizar – Deixe a tentar se encaixar e encontrar o lugar dela. Esse muro que há entre vocês duas uma hora vai cair. – completou ela.”

“Better Than Before. – dissemos todos juntos. Nós três. Ao mesmo tempo.”

No entanto, nem tudo são flores. E Mellory está aí para mostrar isso, a capitã da equipe de líderes de torcida pareceu escolher as irmãs Rivera e tudo o que ronda a vida das garotas para atormentar. O bulliyng torna-se constante com Chelsea, mesmo a garota não deixando se abater e não permitindo que a outra a humilhe. Mas será que Mellory também não tem um segredo? Será que essa reputação não é só uma fachada para mascarar algo maior, que a garota não admite para si mesma? Fiquem de olhos abertos.

Kennon e Chlesea resolvem participar do evento escolar e a menina chama sua irmã mais nova, Sidney, para tocar guitarra e participar da banda. A intenção é reaproximar as duas e por meio da música as meninas conseguirem lidar com os problemas e frustrações que estão passando desde o suicídio de sua mãe.

Muita coisa está para rolar e o que ambas não sabem é que tudo está para mudar.

COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO


Com mais de 6 mil leituras, é fato que a obra escrita pela autora Quezia Santos acabou tornando-se um fenômeno na plataforma. “E o que podemos esperar dessa obra, Karol?”, o leitor deve estar se perguntando. Eu digo que poderemos esperar o melhor. Confesso que me surpreendi com a autora. Já havia lido outras histórias da mesma, porém essa aqui em questão me encantou de verdade.

Falar sobre temas como depressão, automutilação, estupro e suicídio requer um certo “tato”, não são todos que conseguem desmembrar todos esses temas tão bem, sem deixar brechas. E Quezia Santos me fez chorar em certos momentos, muitos livros já tiraram lágrimas de meus olhos, e lhes garanto que aqueles romances que me fizeram chorar rios de lágrimas, são considerados (em minha humilde opinião) o top 10 dos melhores já lidos.

Quezia utilizou bem do tema sobre depressão, a Sidney, irmã mais nova da Chelsea, acabou tendo depressão e síndrome do pânico após vários acontecimentos, claro que me senti frustrada em algumas cenas, principalmente com a Chelsea, mas é de se relevar porque estamos dentro da cabeça de uma menina de 15 anos que perdeu a mãe e o pai muito cedo, ou pelo menos acredita nisso (será um spoiler isso aqui?). Nas cenas de estupro nós tivemos uma noção do que acontece, psicologicamente (não só fisicamente), com a vítima. Sinto que ela usufruiu bem do tema.

A escrita está leve e de fácil compreensão, são muitas reviravoltas durante a história. E tenho que dizer que está muito Disney. Talvez minha imaginação seja maravilhosa demais, porque temos, o tempo todo, várias referências. Até mesmo os atores e atrizes que a autora escolhe para representar a história e permitir que o leitor imagine o personagem com maior nitidez, fizeram ou fazem parte do grupo de atores da Disney. Pensei realmente nas novelas teens que a Disney coloca no ar em seu canal, e um pouco das novelas mexicanas, acredito que seja por conta das reviravoltas que temos o tempo inteiro.

Assim só tenho a acrescentar que gostei bastante do enredo e do desenrolar do mesmo.

“Culpa. É o pior sentimento de todos, pois a cada nascer do sol você vai se perguntar: e seu eu tivesse ajudado? Talvez evitaria. A responsabilidade então cai sobre os nossos ombros, pois sempre achamos que poderíamos ter evitado o pior. Então, a cada vez que eu coloco minha cabeça no travesseiro, fico me perguntando: e se eu tivesse chegado um pouco antes, teria evitado o suicídio da minha mãe?”

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