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A ERA DO FAKE NEWS: “QUEM NÃO LÊ JORNAL NÃO ESTÁ INFORMADO. E QUEM LÊ ESTÁ DESINFORMADO”, SEGUNDO JAIR MESSIAS BOLSONARO


Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante”, jornalista Ucraniana Olga Yurkova durante a palestra inaugural do TED 2018. Para aqueles que estão adiantados sabem bem que o ano de 2016 até 2019 foram marcados pela geração do fake news, acusações de diversos veículos, principalmente do lado político.

Mas a era do fake news não é incidência do século XXI, data desde o final do século XIX. Casos e mais casos que geraram discórdias entre nações, tomadas de poderes durante impérios, mortes, revoluções e guerras. Tudo muito prático, com apenas uma linha ou um parágrafo e pronto, estaríamos prestes a vivenciar uma 3° Guerra Mundial.

O fake news, ou abrasileirado notícias falsas, nada mais é do que uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos, podendo ser por jornal impresso, televisão, rádio, ou até mesmo online, como tem acontecido na era digital. O intuito dessas noticias fictícias, fantasiosas é enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar atenção.

Além da disseminação de noticias falsas através da mídia, existe um âmbito ainda mais preocupante: a disseminação de boates por usuários comuns através das mídias sociais. Algumas vezes isso pode acarretar consequências graves. Em alguns dos casos graves da disseminação de boatos podemos citar o que aconteceu em 2014, quando uma comunidade linchou uma donade casa por ter sido “confundida”, supostamente, com a autora de vários crimes infantis. Após investigações 5 homens foram presos e condenados a 30 anos de prisão.

E não é de hoje que boatos assim estão em ativa na mídia, foi muito comum recebermos a notícia de que alguns artistas houvessem falecido. Britney Spears, Justin Bieber, Dinho Ouro Preto, Eminem, etc, já tiveram suas mortes declaradas e difamadas por N’s meios de comunicação e usuários comuns. E em seguida desmentidas.

No ano de 2017 a Kantar realizou uma pesquisa, ‘Trust In News’, nos seguintes países: Brasil, Reino Unido, EUA e França. A ideia era coletar dados sobre a confiança na imprensa e o fenômeno das notícias falsas. Sobre as noticias falsas:

- 58% dos brasileiros achavam que se tratava de “uma história deliberadamente fabricada por um meio de comunicação”;
- 43% pensava que o termo se referia a “história divulgada por alguém que finge ser um meio de comunicação”;
- 39% apontavam que seria “uma história que contém erro de informação”;
- 27% apostavam que seria “uma história tendenciosa”.

A pesquisa fora feita com cerca de 8000 usuários, sendo 2000 somente no Brasil.

QUANTO MAIS EXTREMISTA FOR O USUÁRIO, MAIS ASSOCIADO A DISSEMINAÇÃO DE FAKE NEWS ELE ESTARÁ


Desde 2016 que as fakes news estiveram em alta. A quem diga que a disseminação das notícias falsas e boatos influenciou inclusive na decisão política dos EUA em 2016, época das eleições. Mesmo assim as noticias falsas tem ganhado destaque, principalmente quando se trata das redes sociais. É comum estarmos na nossa linha do tempo no Facebook e recebermos uma chuva de links, dos mais variados possíveis, desde aqueles dos meios de comunicação em grande escala até aqueles pouco conhecidos, ou nenhum conhecido.

Atualmente noticias falsas ficam populares rapidamente com o auxilio das redes sociais como o facebook e o twitter, muitas vezes chegando aos trend topics. Essas notícias quando não patrocinadas por motivos políticos são financiadas pela “indústria de cliques” que grandes plataformas de propaganda digital como o Google Adsense criaram. Existe também o Clickbait (caça-clique) que nada mais é um conteúdo disponível na internet com o intuito de gerar publicidade de receita online, esses possuem a influência de instigar a curiosidade no usuário, um exemplo bem clássico e conhecido por muitos é o Buzzfeed. Em alguns casos existem meios de comunicação exclusivos para a utilização de sátiras como notícia e um exemplo recomendado é o Sensacionalista, as suas noticias tem apenas, e somente só, o intuito de gerar boas risadas e diversão em seus leitores. Será que alguém as leva a sério?

O problema da polarização de informações para cada usuário é que ao não sairmos da nossa bolha social estamos mais propensos a acreditar em qualquer coisa que comentem por aí. O facebook e twitter são dois exemplos de polarização de informações, por utilizarem algoritmos específicos, a plataforma por si só baseia suas “classificações” naquilo que o usuário mais compartilha, lê, ouve ou visualiza.

Dessa forma cria-se uma segmentação em relação ao que estamos visualizando em nossa time line, deixando assim o usuário menos propenso a ver, ouvir e ler tudo aquilo a qual não concordamos, ou que nosso ponto de vista não bate. Deixando assim claro em nossa consciência que se trata de uma inverdade.

De acordo com Marciel Aparecido Consani, doutor no Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP, “as explicações místicas e teorias da conspiração existe desde quando a comunicação se limitava à oralidade e a escrita. Muito tempo antes do surgimento da internet, elas já funcionavam convencendo as pessoas daquilo que elas estavam dispostas a acreditar”.

JORNALISTA É UMA ‘RAÇA EM EXTINÇÃO’ DE ACORDO COM BOLSONARO


Foi na segunda-feira (6) que o então presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a imprensa. Na entrada do Palácio da Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores, o mesmo disse que cada vez menos pessoas confiam na imprensa e que a leitura diária de jornais envenena e desinforma.

Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Vocês são uma raça em extinção”, comentou.

Infelizmente com a disseminação constante das fake news a credibilidade em relação ao jornalismo e seus processos de apuração e investigação vão sendo questionados gradualmente. Não é à toa que o próprio presidente esteja com a língua bem afiada em condenar a Folha de S. Paulo, a Rede Globo e muitos outros meios de comunicação, acusando-os constantemente de utilização de noticias falsas ao disseminar sobre o governo Bolsonaro.

Válido lembrar ainda que desde 2016 muitos meios de comunicação têm viabilizados medidas para acabar com as fake news. Inclusive grandes mídias sociais investiram bilhões em recursos para conseguir peneirar as noticias de cunho duvidoso daquelas verídicas. Podemos citar o Aos Fatos, o Fato ou Fake (G1), Boatos.org e E-farsas.com.

Um comentário:

  1. Texto incrível. Parabéns pela construção do conceito.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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