OPINIÃO

ATÉ QUE A MORTE NOS AMPARE: “EU SÓ NÃO SABIA QUE UM AMOR TÃO DOCE, TERIA UM FIM TÃO AMARGO”


Sinopse: “Ei! Por favor, você não tocou neste livro por acaso. Preciso que me ajude. Eu quase me casei, sim, isso pode parecer normal, mas, eu estou morta, e não apenas isso, estou condenada a reviver o dia fatídico de minha morte todos os dias.
Quando eu morri? No dia de meu casamento. Para que eu descanse em paz preciso descobrir meu assassino, isso só será possível se você ler a minha história.”
— Rosinha, a noiva.
Rosinha morre no dia de seu casamento e está amaldiçoada a reviver essa tragédia por toda a eternidade. Como quebrar esse círculo vicioso de flores, bolinhos, convidados e uma morte horrível? Descobrindo seu assassino.
Autor: Marcos Martinz
Editora: Skull
Ano de lançamento: 2018

Não se engane, belos rostos podem esconder histórias macabras na alma.
Marcos Martinz vai contar a história de Rosinha, ou Rosa Caveira. A moça viveu um momento trágico em sua vida, ou melhor, perdeu a vida no dia de seu casamento com Flavinho, o herdeiro da doceria mais famosa de sua cidade.

Em primeiro momento ela não consegue entender o que aconteceu, ela de repente estava se aprontando para casar e ao adormecer descobriu que falecerá. O fatídico dia de sua morte então começa a se repetir, como se a própria estivesse presa no tempo.

Uma lembrança é eterna quando se está morto, não há como esquecer.
Dona Morte aparece para a menina, sob a forma de Santa Lurdinha Casamenteira, e explica o que aconteceu com a moça, para que sua alma seja libertada dessa constante em que ficou presa, Rosinha terá que descobrir o seu verdadeiro assassino. Será que Rosinha conseguirá descobrir? Ou melhor, será que a menina aceitará sua morte?

Até que a Morte nos Ampare estava gratuito na Amazon na época em que o peguei para leitura. O que me chamou a atenção foi à capa divina que o mesmo possui. E o enredo principalmente: rosinha só evoluirá se descobrir seu assassino. E essa, meus caros leitores, é a parte mais inesperada de toda a trama.

Note ainda o seguinte, Marcos: nós somos os únicos com o poder suficiente para nos destruir.
A escrita é em primeira pessoa e muito leve e fácil de ser entendida. O que nos faz ir até o final do livro sem nem piscar direito. Diria até que é um enredo pequeno e muito fluido. Nos prende até o fim deixando aquele gostinho de “só mais um capitulo”. A forma como Rosinha foi descrita no livro me lembrou “A Noiva Cadáver”. Por conta das coisas ruins que a menina fez quando estava morta, ela permaneceu com aquela aparência.

Senti-me em um enredo do Tim Burton, e não de uma forma ruim. Porque eu sou uma verdadeira fã de Tim Burton e de todas as suas obras. Então entrar nesse mundo, conhecer a casa de Rosinha, caminhar com A Dona Morte, me deixou maravilhada.

Para aqueles que ainda querem conhecer um pouco mais do submundo, por favor, esperem a Dona Morte para lhes acompanhar e amparar para então seguirem viagem. Com toda certeza é uma leitura não só válida como também estimulante.

Ninguém gosta de ver o próprio reflexo, os próprios defeitos, o próprio ser no outro.
E ai pessoal! Alguém aqui já leu? Se interessaram? O que acharam? Conta ai pra gente!

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