quarta-feira, agosto 12, 2020

NÃO ESTOU AQUI PARA AJUDAR, ESTOU AQUI PARA MOSTRAR ‘YAMESH: ONDE NASCE A CONSCIÊNCIA’ DO AUTOR FEU FRANCO


Para quem não conhece o autor Feu Franco, não se preocupe, porque eu também não conhecia até receber a obra Yamesh: Onde Nasce a Consciência e entender que ele faz parte dos 51%. A propósito é com incógnitas como essa que nós, leitores, somos jogados em suas palavras. E por falar em palavras já deixo aqui escrito, de antemão, que gostei bastante da desenvoltura do autor com as mesmas. 

Mas vamos entender melhor a história de Austin. Tudo começará com os 51%. Austin é um jovem programador júnior que saiu de uma cidade do interior, e morando na cidade grande acaba conhecendo uma mulher, Shay, através de um aplicativo para relacionamentos e nesse mesmo dia em que nosso personagem Nerd conhece a misteriosa e livre mulher ele também conhece um novo mundo cheio de possibilidades: Yamesh

E como ele conhece esse outro mundo? Entrando em Gnose, ou como os Neurocientistas chamam: Estado Alterado. E bom para alcançar o Estado Alterado de sua consciência é preciso que ele seja influenciado. O que será que Shay fez que levou Austin ao Estado Alterado? Isso mesmo que o caro leitor pensou: Magia


Austin pensando estar com Shay em seu apartamento de repente se vê em Awana, onde uma luta entre tribos está para acontecer, na busca de definir o caminho do mundo Yamesh, e Austin ou Rihu, como viria a ser chamado no outro mundo, seria o lutador. 

Tudo está interligado e as sincronicidades entre Malehk e Yamesh deixam Austin encantado, uma aventura está para acontecer e para sacudir a vida desse jovem que ao tomar decisões erradas busca acertar e tornar-se alguém melhor. 

Tenho lido muitos enredos escritos por autores brasileiros e Feu Franco me surpreendeu com Yamesh. Apesar de termos um casal, Shay e Austin, esse não será mais um romance comum, mesmo que o clichê ainda esteja em cada linha de sua história. Afinal é sempre bom ver um Nerd se apaixonar pela garota popular. Mas esse não é centro da história. 


A experiência que Austin passa ao estar entre os dois mundos é a parte principal. De início é comum ficarmos confusos, afinal, como dito anteriormente, nós começamos a leitura com muitas incógnitas, algumas questões que podem nos levar a confusão e a dúvida de saber se valeria a pena ser lido ou não. Mas o autor nos instiga a fazer parte dos 51%. 

Durante a leitura é possível odiar Austin (ainda bem que aprendeu camarada! Não é assim que se trata uma mulher!) e gostar dele através da pura e simples empatia. É gostoso de ver seu amadurecimento de acordo com a experiência ao qual acaba vivendo e ainda achar bobo ele se encantar tão facilmente por Shay (ok, Austin. Talvez, eu também me encantasse). Ou, até mesmo, podemos achar desgostoso seu senso de humor Nerd ao fazer várias referências serianaticas e cinematográficas nos mais diversos momentos difíceis existentes durante sua jornada. 

E por falar em referências, nós temos várias. A cada título de um novo capítulo nós descobrimos o gosto do personagem, bem como autor, pelo mundo da cultura pop. Principalmente aquele voltado para a ficção cientifica, por se tratar de uma ficção não poderia faltar referências como John Carter: Entre Dois Mundos. (sim leitor! É esse o nível


Nos últimos capítulos fui sugada pelo enredo e me senti o próprio Austin ao lutar por aquilo que acreditava e por um novo mundo que acabava de descobrir, e depois que a história te prende é possível ser levada por ela até o fim e fazer parte dos 51%. 

Como sempre deixo aqui minha indicação e a pergunta que não quer calar: você quer fazer parte dos 51%?

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