domingo, novembro 08, 2020

REMAKE DE CONVENÇÃO DAS BRUXAS É DIVERTIDO, MAS NÃO SURPREENDE E CAUSA POLÊMICA


Na data do dia 22 de outubro o remake de Convenção das Bruxas, inspirado na obra do autor Roald Dahl, deu o ar de sua graça na plataforma digital da HBO Max – aqui no Brasil o longa estreará no dia 19 de novembro nos cinemas. 


Robert Zemeckis, diretor do longa, reimagina a obra literária de Dahl para um público mais moderno e, de certo, infantil. A nova versão contará a história mágica e humorística de um jovem órfão que em 1967 perdera os pais em um acidente de carro, tendo assim ido morar com sua avó numa cidade rural do Alabama, Demopolis. O garoto tem seu primeiro encontro com uma bruxa na cidade onde passa a morar com a avó, mas a senhora acaba levando o garoto para longe da cidade procurando afasta-lo das Bruxas.

O que sua avó não poderia esperar era que tirando o garoto da cidade rural e o levando para passar uns dias em um hotel luxuoso, estaria o levando para o centro onde aconteceria uma Convenção de Bruxas com o intuito de transformar todas as crianças em meros ratinhos. A confusão está armada. 

Na busca de acabar com as bruxas o menino fará novas amizades e ainda contará com o amor de sua avó para ajuda-lo a passar por todas suas provações. 

CONVENÇÃO DAS BRUXAS DEIXOU SUA POLÊMICA

Tem pouco tempo que a Warner Bros deixou em suas redes sociais uma carta aberta de desculpas pelo mal entendido. A confusão teria sido gerada após a caracterização da personagem que a atriz Anne Hathaway estaria interpretando, a Bruxa-Mor. No longa as bruxas possuem uma deficiência em suas mãos, composta apenas por três dedos que seriam formados por garras. A própria atriz se desculpou em suas redes sociais pelo mal entendido.

Eu descobri recentemente que muitas pessoas com diferenças de membros, especialmente crianças, estão sofrendo por causa da representação da Grande Bruxa.”, postou Anne em sua rede social instagram. Ela também explicou que faz o melhor para ser empática não só pelo que seria “politicamente correto”, “mas porque não machucar os outros parece um nível básico de decência pelo qual todos devemos nos esforçar.

A questão é que a personagem que Anne estaria interpretando, uma bruxa malvada com três dedos, seria uma representação semelhante a ectrodactilia – condição em que há ausência de um ou mais dedos centrais das mãos e dos pés. E a associação de seres malvados com os portadores da doença teria sido motivo de muitas críticas.

Projeto Lucky Fin, inclusive, foi uns dos primeiros a levantar a questão da má representatividade da deficiência no filme. “Imagine uma criança vendo alguém ‘como eles’ retratado de forma negativa, especialmente quando a representação de membros diferentes já é escassa no cinema e na mídia? Imagine como essa narrativa ressoaria em seus corações e potencialmente impactaria sua autoestima?”, questionaram.

Ainda esta semana, a Warner se pronunciou sobre a produção se desculpando: “Estamos profundamente tristes ao saber que nossa representação dos personagens fictícios em ‘Convenção das Bruxas’ poderia perturbar as pessoas com deficiência e lamentamos qualquer ofensa causada.”, e ainda concluíram, “Nunca houve intenção dos espectadores sentirem que as criaturas fantásticas e não-humanas deveriam representa-los. Este filme é sobre poder da bondade e da amizade. É nossa esperança que famílias e crianças possam desfrutar do filme e abraçar este tema empoderador e cheio de amor.

E o leitor o que pensa sobre a polêmica?

CONVENÇÃO DAS BRUXAS NÃO DEVE SER COMPARADO AO CLÁSSICO DE 1990

Toda vez que um remake é lançado todos vamos com “sede” em cima da produção na busca de compara-la com a primeira, buscando pontos chaves onde as histórias e enredo são iguais, mas nesse caso possuem suas particularidades com cada enredo e personagens. 

A produção de 1990 é muito mais macabra e feita para adultos, apesar de também ter sido inspirado na obra de Roald Dahl, As Bruxas. Em 1990 Luke está hospedado com sua avó em um hotel na Inglaterra, até que o menino espiona uma convenção de bruxas e descobre que elas estão planejando transformar todas as crianças em ratos. As bruxas percebem que Luke as ouviu e testam a fórmula nele.


Na produção de 2020 o enredo é bem mais fantástico e bem menos macabro e feio. As bruxas estão mais modernas e a única coisa capaz de causar medo são os dentes e a boca rasgada até quase a altura de suas orelhas. Até mesmo os efeitos especiais são mais fantasiosos dando um ar de diversão a toda trama, deixando-o mais tranquilo e ameno aos olhos das crianças que podem ver sem medo a produção. E sim, esse enredo foi muito mais inspirado na obra de Dahl do que o anterior, por isso sentimos o choque entre as produções.

É um filme divertido e fantástico, alguns o chamaram de “irresponsável”, mas não nos surpreende como deveria. A atuação, figurino e ambiente da produção são impecáveis, não a dúvidas quanto a isso, apesar de não terem gostado da Anne como bruxa eu simplesmente amei, assim como amei Octavia Spencer como a Avó do rapaz (sou até suspeita de falar das duas, pois assistiria até um vlog delas fazendo compras em um mercado), o final deixou a desejar, porque foi ai que comparei as duas produções e não senti o impacto que gostaria de ver.

E vocês já assistiram? O que acharam?

2 comentários:

  1. Eu fiquei tão animada com esse remake
    ainda não assisti, mas acompanhei as críticas e vi sobre a polemica achei muito pertinente a discussão

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